Akegarassu era o nome que Meishu Sama usava para a composição de poemas kanku (poema derivado do haikai).
No kanku , tal como no haikai , os pés métricos são dezessete, distribuídos em três versos, dos quais o primeiro e o terceiro são pentassílabos, e o segundo, heptassílabo. Trata-se de um jogo de palavras onde só é determinado o primeiro verso, e as pessoas têm de completar os dois seguintes, para competir nas habilidades de agilidade mental e humor. Existe, ainda, o toku , no qual se determina o último verso. Oficialmente, esses dois tipos de poemas são denominados kantoku ; entretanto, parece que, popularmente, quando se fala em kanku , subentendem-se as duas formas.
Por volta de 1923, quando o Mestre retornou à Oomoto, essa Igreja desenvolvia uma intensa atividade literária, como parte da Obra Divina. Em 1927, ela fundou a Editora Meiko e começou a publicar uma revista mensal de poesia waka e kanku , chamada Meiko . Imediatamente, o Mestre Akegarassu passou a enviar Seus poemas para essa revista. Eram composições de conteúdos diversos: poemas religiosos que expressavam a busca de Deus, poemas que retratavam a natureza, poemas que cantavam os sentimentos humanos, e também poemas românticos. Eles revelavam o coração do Mestre, que, em todos os aspectos de Sua vida, nunca Se fixava em um só ponto.
Seguem-se alguns exemplos das composições do Mestre Akegarassu:
“Graciosa é a andorinha
Que, determinando
O canto do telhado
Como sua eterna residência,
Vai e vem voando.”
“Meu amor tornou-se
Algo impossível,
E conversar com ela
É um sonho raro.”
“Chuva de verão
Que reanima pessoas,
Animais e outros seres
Abatidos pelo intenso
Calor do Sol.”
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