{"id":10094,"date":"2021-12-20T08:18:47","date_gmt":"2021-12-20T11:18:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/?p=10094"},"modified":"2021-12-20T08:18:47","modified_gmt":"2021-12-20T11:18:47","slug":"a-arte-japonesa-e-seu-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/arte\/a-arte-japonesa-e-seu-futuro\/","title":{"rendered":"A ARTE JAPONESA E SEU FUTURO"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-10094\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-10094-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-10094-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-10094-0-0-0\" class=\"so-panel widget_sow-editor panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 - A Pintura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao abordar a Arte japonesa, pretendo faz\u00ea-lo dividindo em tr\u00eas partes: Pintura, Escultura e Artesanato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiramente, a Pintura. \u00c9 poss\u00edvel afirmar que a Pintura japonesa atual se v\u00ea em face a um momento cr\u00edtico. Trata-se de opini\u00e3o unanimemente compartilhada por todos aqueles que t\u00eam interesse por este ramo da arte que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Escusado dizer que a Pintura japonesa enfrentou uma grande fase de transforma\u00e7\u00f5es no per\u00edodo que se estende do final do xogunato Tokugawa at\u00e9 a era Meiji, e que as demais artes e artesanato se viram tamb\u00e9m envolvidos. Cito como pintores que se mantiveram vivos, tendo ultrapassado essa situa\u00e7\u00e3o, depois de muito se debaterem, os seguintes: Tyokunyu, Zenin, Yosai, Fuko, Hogai, Gaho, Yoshitoshi, dentre outros. Os pintores p\u00f3steros jamais devem se esquecer de que eles venceram as adversidades, tendo lutado contra a mis\u00e9ria e guardado at\u00e9 o fim a \u00faltima fortaleza. Foi nessa \u00e9poca que Gaho logrou, a muito custo, matar a fome, tornando-se vendedor de antiguidades. Posteriormente, quando a situa\u00e7\u00e3o social se acalmou, e, com isso, aconteceu tamb\u00e9m esse ramo ter-se recuperado, o mundo viu o estabelecimento de escolas de Belas-Artes, museus e exposi\u00e7\u00f5es \u2014 em especial a Exposi\u00e7\u00e3o de Artes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Eis que, finalmente, a primavera visitou os c\u00edrculos da Pintura. N\u00e3o obstante, o mundo da Pintura japonesa n\u00e3o conseguiu escapar do limiar da cega obedi\u00eancia \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es. Todavia, o Instituto de Artes, criado sob os des\u00edgnios revolucion\u00e1rios do mestre pintor Tenshin Okakura, veio, repentinamente, lan\u00e7ar uma bomba at\u00f4mica sobre o mundo da Pintura do estilo nip\u00f4nico. Os pintores centrais deste movimento s\u00e3o quatro, a saber: Taikan, Shunso, Kanzan e Buzan. A inten\u00e7\u00e3o do Instituto de Artes estava, como j\u00e1 mencionei, no t\u00f3pico acerca de Korin, em reabilitar este artista na atualidade. Em vista, no entanto, da imaturidade da ocasi\u00e3o, eles foram, inicialmente, tratados com menosprezo, sendo chamados pelo nome de escola da opacidade. Todavia, a sociedade, sedenta que estava de algo novo e insatisfeita com o antigo estilo de pintura, n\u00e3o conseguiu descart\u00e1-los. A sorte aben\u00e7oou l\u00e9pida este movimento. N\u00e3o \u00e9 preciso dizer que ele dominou os c\u00edrculos pict\u00f3ricos avassaladoradamente, podendo-se afirmar que operou neles uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o. \u00c0 parte temos, ademais, atuando com um trabalho conjugado, o grande mestre Gyokudo, dono de um estilo suave e particular. Em Quioto, surgiu como a estrela-d'alva o talento raro de Seiho Takeuchi, e Tessai Tomioka, outro senhor de um estilo peculiar, ambos ocupando uma posi\u00e7\u00e3o de import\u00e2ncia naquela metr\u00f3pole do oeste. Gra\u00e7as a eles, finalmente o apogeu da Pintura nip\u00f4nica eclodiu. Contudo, Shunso morreu jovem, sendo seguido de Kanzan e Buzan. Em T\u00f3quio, hoje, restaram apenas Gyokudo e Daikan, a sustentar o mundo da Pintura nip\u00f4nica prestes a ruir. Tamb\u00e9m em Quioto, Seiho e Tessai faleceram, assim como faleceu, jovem ainda, Kansetsu, a quem julgavam mesmo o sucessor da obra dos dois primeiros. Tanto no leste como no oeste, o mundo da Pintura japonesa ficou vazio como um teatro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que acabo de expor acima diz respeito aos grandes mestres anci\u00e3os. Devem ser apontados, como candidatos a ocupar futuramente tal posi\u00e7\u00e3o, em T\u00f3quio, Kokei, Yukihiko e Seison \u2014 tr\u00eas grandes artistas da escola do Instituto de Artes. Todavia, estranhamente, aos dois primeiros, pela sa\u00fade d\u00e9bil, falta vigor, o que transparece tamb\u00e9m em suas obras. Seison, ademais, nestes anos recentes, mostra-se desanimado, n\u00e3o se podendo, pois, esperar, por um bom tempo, grandes pe\u00e7as da parte deles. \u00c9, realmente, uma grande pena. De resto, tem-se a exist\u00eancia de Ryushi Kawabata, a guardar uma base solit\u00e1ria. Sua t\u00e9cnica \u00e9 excelente, bem como \u00e9 transbordante a sua garra. O que \u00e9 lament\u00e1vel, por\u00e9m, \u00e9 que seu estilo se assemelha \u00e0 comida chinesa, sendo um pouco pesado, e o fato de ele apegar-se \u00e0 teoria da \"arte de recinto\", n\u00e3o tendo ainda despertado para a fal\u00e1cia que ela representa. Excetuando-se esses dois pontos, ele possui, suficientemente, as qualidades exigidas de um grande mestre. Em Quioto, Goun e Keisen faleceram; Insho \u00e9 doentio e sem \u00e2nimo; resta s\u00f3 Heihachiro Fukuda. Todavia, apesar do talento que possui, sua t\u00e9cnica deixa a desejar; infelizmente, talvez, ele n\u00e3o seja capaz de escapar da fase de estagna\u00e7\u00e3o. Por conseguinte, em se examinando o futuro do mundo da pintura japonesa, \u00e9 dif\u00edcil vaticinar o seu paradeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, eu intenciono apresentar minha opini\u00e3o bem franca a respeito da raz\u00e3o que conduziu os c\u00edrculos da Pintura nip\u00f4nica ao decl\u00ednio \u2014 a moda da pintura de recobrimento. Fazendo uma avalia\u00e7\u00e3o imparcial, eu concluo que a Pintura japonesa de hoje n\u00e3o se trata de Pintura. \u00c9 a t\u00e9cnica artesanal do recobrimento. Posso estar sendo cruel, mas penso que ela se enquadra mais na \u00e1rea do Artesanato art\u00edstico do que na da Pintura. \u00c9 a completa decad\u00eancia. Desse jeito, diluir-se-\u00e1 mais e mais o interesse por ela. Eu mesmo adoro a pintura, mas n\u00e3o tenho o m\u00ednimo interesse por pe\u00e7as produzidas com a t\u00e9cnica de recobrimento. Talvez esta possa ser uma opini\u00e3o exclusivamente minha, mas, ao cogitar sobre o futuro da pintura japonesa, depois de Taikan e Gyokudo ausentes, n\u00e3o consigo conter a onda de pessimismo que espontaneamente brota dentro de mim. Nesse sentido, somente as obras antigas poder\u00e3o saciar a nossa sede de beleza. N\u00e3o sei se a causa est\u00e1 em tal fato, mas ouvi dizer que todas as exposi\u00e7\u00f5es realizadas este ano registraram d\u00e9ficit, em virtude da redu\u00e7\u00e3o de p\u00fablico. Ent\u00e3o, n\u00e3o posso ficar sossegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenciono falar agora um pouco a respeito da pintura antiga. Dentre tais obras, gosto, a come\u00e7ar das mais remotas, de Keishoki, Shubun e Soami; passando pelas chinesas, como as de Mu Hshi, Liang K'ai e Yin T'o-lo; bem como as de Motonobu, Tan-nyu, Sesshu e Sesson. Da \u00e9poca mediana, aprecio as de Korin \u2014 indiscutivelmente \u2014, Sotatsu, Kenzan, Okyo e Matabee. No g\u00eanero xilogravura ukiyo-e, as de Moronobu, Harunobu e Utamaro. Na modernidade, devo citar, unicamente, as de Hoitsu; e, contempor\u00e2neas, as de Seiho, Taikan, Shunso, Gyokudo e Kansetsu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre elas, tentarei apresentar um breve coment\u00e1rio. Primeiramente, a t\u00e9cnica pict\u00f3rica e o conte\u00fado das obras de Keishoki, Shubun, Mu Hshi, Liang K'ai e Soami, no \u00e2mbito da pintura antiga, resume-se no termo \"maravilha\". N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que a excel\u00eancia daquelas pe\u00e7as executadas dentro de um per\u00edodo que vai de 400 a mais de 700 anos passados, quando em cotejo com as obras dos grandes artistas atuais, torna estes \u00faltimos disc\u00edpulos daqueles. Por maior que seja a aten\u00e7\u00e3o com que contemplemos aquelas telas, n\u00e3o lograremos descobrir um \u00fanico defeito; mais que isso, delas afluir\u00e1, infinitamente, algo superior. Elas ter\u00e3o sempre alguma coisa a comover quem as contempla. Naturalmente, toma-se uma atitude de humildade perante elas. No tangente \u00e0s pe\u00e7as de Motonobu, Tan-nyu, Sesshu e Sesson, n\u00e3o diria que todas elas s\u00e3o boas, mas, de vez em quando, h\u00e1 algumas de rara superioridade. Com respeito a Korin, por j\u00e1 ter escrito sobre ele no respectivo artigo, omiti-lo-ei. Sotatsu tamb\u00e9m apresenta pe\u00e7as superiores. Apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o arrojado quanto Korin, \u00e9 de uma simplicidade acurada ao extremo. Desprevenidos, sorrimos diante de suas obras, e eu gosto incontidamente delas. Kenzan tem um sabor especial e, conquanto seu pincel seja um pouco duro e apresente caracter\u00edsticas prim\u00e1rias, seu estilo nos prende. Okyo \u00e9 convencional e impec\u00e1vel. De alta classe, logra sucesso em qualquer empreendimento: um mestre, enfim. Matabee, cujo outro pseud\u00f4nimo \u00e9 Katsumochi, demonstra ex\u00edmia harmonia tanto no estilo yamato-e como no da escola Kano; suas obras possuem nobreza, sendo muito apreci\u00e1veis. Hoitsu, como todos sabem, \u00e9 um cultor de Korin. Sua nobreza peculiar, sua t\u00e9cnica refinada e, por outro lado, o sabor da sua faceta de poeta, tornam suas obras atraentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ser enumerados, como mestres da pintura moderna, Hogai, Gaho e Shunso; como pintores contempor\u00e2neos, citaremos tr\u00eas: Seiho, Taikan e Gyokudo. A genialidade de Seiho n\u00e3o admite imitadores. No que toca \u00e0 sua t\u00e9cnica realista, ele introduziu, da influ\u00eancia de seus estudos no exterior, o estilo ocidental no uso das cores. A acuidade com que capta a sensa\u00e7\u00e3o do objeto e a destreza de express\u00e3o n\u00e3o encontram par, seja hoje, seja na Antiguidade. Vale frisar que sua pintura \u00e9 concisa ao extremo e que ele n\u00e3o descuida nem mesmo de um \u00fanico ponto \u2014 uma t\u00e9cnica perfeitamente sobre-humana. Em oposi\u00e7\u00e3o, quanta vulgaridade nos pintores atuais que, com tra\u00e7os e cores repulsivas, colorem tudo sufocadamente! Fico a cogitar no porqu\u00ea de eles n\u00e3o compreenderem Seiho. Quero adquirir coragem para, com um s\u00f3 berro que condense o significado de milh\u00f5es de palavras, alert\u00e1-los disso. Devo convir, entretanto, que a raz\u00e3o de eles rebuscarem seus quadros da mencionada maneira pode tamb\u00e9m advir da inten\u00e7\u00e3o de serem selecionados de qualquer forma para as exposi\u00e7\u00f5es de arte, apelando para a complac\u00eancia do j\u00fari, por interm\u00e9dio de tinta e esfor\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passemos a Taikan. Como um dos grandes mestres da escola que dispensa linhas, suas pe\u00e7as t\u00eam um sabor que transcende o mundano. Simples e elegante, sua t\u00e9cnica sobre-humana de expressar as coisas da natureza \u00e9 oposta \u00e0 de Seiho \u2014 que se apega demais ao realismo. Ele procede com cautela em meio \u00e0 ousadia: sua maneira de express\u00e3o do objeto e sua t\u00e9cnica, bem como a atitude que ele assume com ar superior, ao postar-se num estado que lhe \u00e9 caracter\u00edstico, sem adular as massas, engrandecem-no. \u00c9 de se lamentar somente que os seus temas sejam limitados. Quanto a Shunso, pode-se dizer que desempenha o papel de bra\u00e7o direito de Taikan. A suavidade de sua pintura \u00e9 como um passeio por um campo na primavera, sendo agrad\u00e1vel o seu estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gyokudo tem um sabor peculiar que \u00e9 indescrit\u00edvel. Seus tra\u00e7os, sobretudo, s\u00e3o suaves e concisos. Sua t\u00e9cnica, demonstrando muito bem esse efeito, \u00e9 incomum. O que em especial eu admiro nele \u00e9 a sua falta de ostenta\u00e7\u00e3o e ambi\u00e7\u00e3o, seu desinteresse: \u00e1 a sua invulgaridade que pode parecer vulgar. Ele expressa com perfei\u00e7\u00e3o a natureza, e sua forca de encantar quem contempla suas pe\u00e7as n\u00e3o admite rivais. Seu estilo \u00e9 verdadeiramente profundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra de Tessai tamb\u00e9m \u00e9 caracter\u00edstica. Deve ser definida como a ordem da desordem: \u00e9 infinitamente rica em interesse. Todavia, ele passou a pintar desta maneira depois de ter atingido os 60 anos. Assim, como viveu at\u00e9 os 89, quanto mais ele adentrava na idade, mais pe\u00e7as superiores produziu. Ap\u00f3s seu passamento, acreditava-se que um segundo Tessai surgiria com Keisen Tomioka. A morte precoce deste foi realmente lament\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o a Kansetsu, foi uma grande pena que ele morresse logo quando mais prometia. Na sua pintura, a ousadia que nela ocorre encontra-se envolta; sendo do estilo nanga, h\u00e1 tens\u00e3o no uso do pincel. Al\u00e9m de n\u00e3o ser vulgar, transparece na mesma um sabor de quietude. Contudo, em virtude da sua juventude, era inevit\u00e1vel que a qualidade de suas obras n\u00e3o fosse constante. Se lhe fosse dado viver at\u00e9 depois dos sessenta, pelo menos, com certeza, ele teria atingido o grau de grande mestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 - A Escultura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, discorrerei, brevemente, acerca da Escultura. Como artistas do passado, Unkei e Jingoro Hidari s\u00e3o por demais conhecidos. Todavia, no campo da Escultura, diversamente da Pintura, desde a Antiguidade, s\u00e3o poucos os mestres de renome. Ocupar-me-ei, aqui, somente da atualidade. \u00c9 fato indiscut\u00edvel que o florescimento registrado pela Escultura a partir da Era Meiji, como jamais se viu, contou com o est\u00edmulo das exposi\u00e7\u00f5es. Citaremos, como os principais grandes mestres da Escultura em madeira, n\u00e3o s\u00f3 Komei Ishikawa, Unkai Yonehara e Tyoun Yamazaki \u2014 entre falecidos e j\u00e1 de idade avan\u00e7ada \u2014, assim como tamb\u00e9m Dentyu Hirakushi e Chozan, o qual hoje adota o nome de Seizo, Sato. Dentre eles, eu gosto de Dentyu, n\u00e3o obstante ele ter perdido, recentemente, a vivacidade antes possu\u00edda. Hoje, apenas Seizo trabalha ativamente, produzindo obras relativamente boas. Embora sua ambi\u00e7\u00e3o transbordante seja apreci\u00e1vel, seria de se desejar dele um pouco mais de refinamento e matura\u00e7\u00e3o. No mundo deserto da Escultura, ele tem todas as qualidades para se tornar um dos grandes nomes da atualidade. No que concerne \u00e0 Escultura de bronze e argila, sou obrigado a apontar apenas Fumio Asakura. Contudo, n\u00e3o deve consistir em ponto de vista exclusivamente meu que sua t\u00e9cnica parece ter atingido o ponto final. Aqui, ainda deve ser feita men\u00e7\u00e3o especial \u00e0 escultura budista da Antiguidade. \u00c9-me imposs\u00edvel acreditar que a refinada t\u00e9cnica empregada nas imagens religiosas do santu\u00e1rio Yumedono, do templo Horyuji, \u00e9 coisa da Era Tempyo, de mais de 1.200 anos atr\u00e1s. Ao pensar quando surgir\u00e3o esculturas que suplantem estas, vejo-me obrigado a n\u00e3o acalentar grandes expectativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 - Os trabalhos de laca<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abordarei, a seguir, o Artesanato art\u00edstico. Como na Pintura, ainda neste campo, a excel\u00eancia dos antigos surpreende. Temos, primeiramente, a laca maki-\u00ea, trabalho caracter\u00edstico do Jap\u00e3o, n\u00e3o encontrado no exterior. Por isso, come\u00e7arei por ela. A laca, tendo alcan\u00e7ado progresso h\u00e1 muito tempo, conta com magn\u00edficas pe\u00e7as de maki-\u00ea datadas da era Heian. Naturalmente, muitos dos trabalhos dessa \u00e9poca est\u00e3o ligados ao budismo, constituindo-se quase todos de urnas executadas em laca polida para o acondicionamento de sutras. A laca maki-\u00ea teve maior impulso a partir da era Kamakura, passando pelo per\u00edodo Muromachi e alcan\u00e7ando imenso progresso nos per\u00edodos Momoyama e Edo, quando surgiu um sem-n\u00famero de ex\u00edmios artes\u00e3os. Os principais s\u00e3o, entre outros, Doho Igarashi, Shunsho Yamamoto, Kyui Koma, Kyuhaku e Seisei Shiomise, tendo eles deixado numerosas obras-primas. At\u00e9 ent\u00e3o, os trabalhos existentes eram unicamente de laca polida, mas, a partir dessa \u00e9poca, passaram a ser produzidas pe\u00e7as com adornos em alto-relevo. De outro lado, Koetsu Honnami e Korin Ogata fizeram grande sensa\u00e7\u00e3o com desenhos e t\u00e9cnica completamente inovadores. Aplicando, com grande maestria, chumbo, madrep\u00e9rola e kin-hira maki-\u00ea, eles produziram pe\u00e7as nas quais n\u00e3o apenas o desenho peculiar \u00e9 livre e arrojado, mas tamb\u00e9m nelas a eleg\u00e2ncia extravaza, contrapondo-se \u00e0s primeiras, cuja suntuosidade prima pela delicadeza do trabalho. Temos, ainda, o trabalho inovador de Haritsu Ogawa, que combinou \u00e0 laca o uso da cer\u00e2mica, e as pe\u00e7as de Shigemitsu Somata, originais no uso de l\u00e2minas delgadas de ouro e prata e de madrep\u00e9rola. A arte da laca foi registrando, assim, relevante progresso. Sob as influ\u00eancias desse salto verificado no per\u00edodo Momoyama, o artesanato da laca ingressou na era Tokugawa com os grandes senhores feudais da \u00e9poca, competindo entre si na execu\u00e7\u00e3o de obras-primas, estimulando o seguido surgimento de excelentes artes\u00e3os. A fam\u00edlia Maeda, por exemplo, senhora do feudo de Kaga, um dos mais ricos da \u00e9poca, fazendo construir uma oficina em um recanto dos seus jardins, convidou artes\u00e3os para trabalharem na mesma, fornecendo-lhes, \u00e0 vontade, o quanto fosse preciso em material e em paga pelo seu trabalho. Hoje, pode-se comprovar, pelo acervo dos museus de arte, qu\u00e3o suntuosas e espl\u00eandidas s\u00e3o as pe\u00e7as produzidas gra\u00e7as a tal empenho. \u00c9 poss\u00edvel conscientizar-se, outrossim, de que o Jap\u00e3o tem motivos de orgulhar-se diante do mundo inteiro por ser uma grande na\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na modernidade, surgiram os artes\u00e3os Hikobee, Bunryusai Kajikawa e Komin Nakayama. A laca maki-e, como as demais artes, depois de atravessar uma fase de decad\u00eancia, dos fins do per\u00edodo Tokugawa at\u00e9 o in\u00edcio da era Meiji, avan\u00e7ou, subitamente, rumo ao seu apogeu. Os principais artistas s\u00e3o Zeshin Shibata, Shosai Shirayama, Shomin Ogawa, Taishin Ikeda, Iccho Kawanobe, Jitoku Akatsuka, Homin e Hobi Uematsu, Shumin Funabashi, Shuetsu Koda, Kosai Tsuzuki, Yukio e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale fazer men\u00e7\u00e3o especial, aqui, a Shosai Shirayama. Talvez, ele ocupe o primeiro lugar no ramo, tanto na Antiguidade como hoje em dia, n\u00e3o sendo exagero afirmar que n\u00e3o h\u00e1 quem o ultrapasse. Ele \u00e9 o grande mestre do mundo dos trabalhos de laca. Experimento respeito ao ver as pe\u00e7as por ele executadas. Sobre o referido artista, apesar de ter sido o primeiro membro da Comiss\u00e3o Real de Artes, ele n\u00e3o cobrava, na era Taisho, mais que quatro ienes e cinquenta centavos por jornada de trabalho. Seu desprendimento era completo, vivendo exclusivamente para a Arte. Um artista, na verdadeira acep\u00e7\u00e3o da palavra. Foi um grande mestre digno de respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4 - A Cer\u00e2mica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Discorrerei tamb\u00e9m sobre pe\u00e7as de cer\u00e2mica. Como no caso da Pintura, tamb\u00e9m a cer\u00e2mica foi apreendida da China. Portanto, as pe\u00e7as iniciais de cer\u00e2mica japonesa s\u00e3o, na maior parte, imita\u00e7\u00e3o das chinesas. No per\u00edodo mais remoto, temos pe\u00e7as de Seto amarelas, Oribe verde, de porcelana verde-resed\u00e1, de porcelana azul e branca, de porcelana de Arita e de Hirado. Quanto \u00e0s obras de cer\u00e2mica art\u00edstica, foram iniciadas por Kakiemon. A seguir, Ninsei, ceramista de raro talento, surgiu em Quioto. Posteriormente, apareceu a porcelana Arita; de outro lado, em Quioto, surgiu a cer\u00e2mica Awata e a porcelana colorida de Kiyomizu. O estilo Ninsei difundiu-se e deu origem \u00e0s pe\u00e7as Banko de desenho vermelho, da regi\u00e3o de Ise. Posteriormente, produziram-se as pe\u00e7as do estilo brocado de Satsuma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo Kamakura, h\u00e1 aproximadamente 700 anos, surgiram, nas regi\u00f5es de Owari e Seto, as pe\u00e7as antigas, hoje chamadas Seto. Ademais, perto de 1.200 atr\u00e1s, no per\u00edodo Nara, produziram-se pe\u00e7as de cer\u00e2mica do estilo da porcelana verde-resed\u00e1, com o uso de esmalte fornecido pela cinza natural, havendo, ainda, no in\u00edcio do per\u00edodo Edo, a porcelana verde-resed\u00e1 do Jap\u00e3o. Todavia, jamais se igualaram \u00e0 produzida na China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kakiemon foi um famoso mestre ceramista do in\u00edcio do per\u00edodo Edo, que trouxe a inova\u00e7\u00e3o da porcelana colorida e do tipo brocado; os servi\u00e7os que ele prestou em prol deste ramo da Arte o tornam seu grande patrono. Posteriormente, no per\u00edodo Genroku, a sexta gera\u00e7\u00e3o de seus herdeiros tornou-se famosa pela produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as espl\u00eandidas, gra\u00e7as \u00e0 excel\u00eancia de Shibuzaemon .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu gosto, sobretudo, da porcelana Okochi, tamb\u00e9m denominada Nabeshima, da regi\u00e3o de Hizen. Ela come\u00e7ou a ser produzida na era Kyoho, constituindo-se, em sua maior parte, de pratos. A combina\u00e7\u00e3o nela presente da t\u00e9cnica da porcelana azul e branca com o inigual\u00e1vel desenho colorido deixa-me com \u00e1gua na boca. Atrai-me, inclusive, a porcelana do estilo brocado, popularmente conhecida como Imari. \u00c9 tamb\u00e9m admir\u00e1vel o trabalho minucioso e a suntuosidade do colorido da cer\u00e2mica Satsuma. Todavia, tanto o desenho como a t\u00e9cnica atuais das tr\u00eas citadas modalidades, n\u00e3o s\u00e3o atraentes; pode-se dizer que somente as pe\u00e7as com mais de 200 anos s\u00e3o dignas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pe\u00e7as da porcelana Kutani, do estilo brocado, surgida h\u00e1 300 anos, contudo, s\u00e3o apreci\u00e1veis. Entre as pe\u00e7as azuis e as coloridas, fabricadas pelo forno Yoshidaya, h\u00e1, sobretudo, umas excelentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os t\u00f3picos que pretendo abordar por \u00faltimo, inclui-se o do criador da porcelana Kyoyaki, o mestre Ninsei. Seu verdadeiro nome era Seiemon, da vila de Ninnaji. Como ceramista, pode ser considerado o primeiro do Jap\u00e3o. A imensa variedade de formas e desenhos e a infinita versatilidade de seu estilo fazem dele um g\u00eanio nato. A nobreza e a eleg\u00e2ncia de suas pe\u00e7as tornam-nas inteiramente distintas das outras cer\u00e2micas. Existe um n\u00famero razo\u00e1vel de ta\u00e7as para a Cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 e vasos de sua autoria classificados como tesouros nacionais. Sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 equivalente \u00e0 de Korin no mundo da pintura. Seu grande m\u00e9rito encontra-se em n\u00e3o se ter baseado, o m\u00ednimo que fosse, na porcelana chinesa \u2014 os demais estilos da cer\u00e2mica nip\u00f4nica tomaram a China por modelo \u2014, criando algo singular ao Jap\u00e3o. Neste ponto, a cer\u00e2mica Nabeshima, sendo tamb\u00e9m algo exclusivamente japon\u00eas, encontra-se emparelhada a ela \u2014 ambas contam, inclusive, com muitas obras superiores \u00e0s da China. Outrossim \u2014 apesar de algumas caracter\u00edsticas prim\u00e1rias \u2014 as pe\u00e7as de Kenzan s\u00e3o cheias de sabor. Por ser irm\u00e3o de Korin, eles t\u00eam trabalhos realizados em coautoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem, ademais, pe\u00e7as muito boas na cer\u00e2mica Bizen. Principalmente entre os vasos para arranjos florais e os objetos de adorno de Bizen antigo e azul, h\u00e1 muitas obras excelentes, dignas de serem recomendadas. Eu gosto, tamb\u00e9m, da porcelana Shonzui. Existem, ainda, muitos tipos de porcelana do tipo Kyoyaki; as de renome, contudo, s\u00e3o aquelas executadas pelo ceramista Mokubei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se versa a respeito de cer\u00e2mica, deve-se falar sobre os utens\u00edlios para a Cerim\u00f4nia do Ch\u00e1. Dentre esses, a prioridade cabe \u00e0s ta\u00e7as de ch\u00e1. As pe\u00e7as do estilo coreano s\u00e3o especialmente apreciadas. As pe\u00e7as superiores s\u00e3o as do tipo Ido. Entre estas, as de Kizaemon, Kaga e Honnami s\u00e3o famosas. Mesmo hoje, seu pre\u00e7o alcan\u00e7a a cifra de v\u00e1rias centenas de ienes, o que \u00e9 assustador. A seguir, ainda como pe\u00e7as de origem coreana, temos as do tipo Totoya, Kakinoheta, Kobiki, Soba e outras. Pe\u00e7as genuinamente japonesas s\u00e3o as do estilo Seto antigo, Shino, Karatsu, Tyojiro, Nonko, Koetsu, Ninsei, Oribe, Hagi, Shigaraki e Iga. No que toca \u00e0s pe\u00e7as do tipo Tyojiro, deve-se dizer que este foi o criador da cer\u00e2mica Raku e o artes\u00e3o famoso a quem Rikyu devotou enorme defer\u00eancia. Seus herdeiros, j\u00e1 na d\u00e9cima terceira gera\u00e7\u00e3o, continuam a produzir cer\u00e2mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quero, agora, discorrer brevemente sobre a atualidade. Do intervalo que se estende da era Meiji at\u00e9 os dias de hoje, parece n\u00e3o haver ningu\u00e9m digno de men\u00e7\u00e3o especial. Poder\u00edamos citar, como artes\u00e3os afamados, Kozan Miyakawa, Rokubee Shimizu, Hazan Itaya e Kenkichi Tomimoto. Quanto \u00e0 porcelana chinesa, tem-se, primeiramente, a de cor verde-resed\u00e1, a qual se classifica em tr\u00eas tipos: Kinuta, Tenryuji e Shichikan. Existem, outrossim, as porcelanas Kochi, Banreki vermelha, Gosu, etc. Da cer\u00e2mica coreana, citaremos a Korai branca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 - A Caligrafia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como gosto de pintura, gosto de caligrafia tamb\u00e9m. Como sabem os senhores, diariamente fa\u00e7o algumas centenas de pe\u00e7as caligr\u00e1ficas. Em termos de volume, sou eu aquele que mais produz desde a Antiguidade, no Jap\u00e3o. Escrevo, por hora, quinhentas pe\u00e7as do ideograma Hikari (Luz), destinadas \u00e0 confec\u00e7\u00e3o de protetores. Escrevo, ainda, em trinta minutos, no m\u00ednimo cem pe\u00e7as com dois ou quatro ideogramas para quadros ou rolos. Como sou demasiadamente r\u00e1pido, torna-se preciso que tr\u00eas homens me coadjuvem. Mesmo assim, eles n\u00e3o conseguem acompanhar-me. \u00c9 um servi\u00e7o que corre como em linha de montagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tempos, solicitei a um professor de caligrafia os seus pr\u00e9stimos. O motivo \u00e9 que eu sentia certa dificuldade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escrita cursiva, tendo a pretens\u00e3o de saber mais a seu respeito. Ao explicar meu objetivo ao professor, ele respondeu-me o seguinte: \"Desaconselho o senhor a fazer tal trabalho. A caligrafia aprendida enquadra-se em determinados moldes, sendo despojada de personalidade. Os caracteres assim escritos n\u00e3o t\u00eam vida. Sua forma, somente, \u00e9 bela, mas nela n\u00e3o existe conte\u00fado. Hoje, eu pr\u00f3prio luto desesperadamente para romper com essa forma. Por isso considero que algu\u00e9m como o senhor deva manifestar, de forma liberta, a sua personalidade. Na escrita cursiva, \u00e9 de \u00ednfima import\u00e2ncia se um tra\u00e7o est\u00e1 faltando ou sobrando.\" Convencido, desisti do aprendizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 fato aceito que os antigos det\u00eam superioridade tanto na pintura quanto no artesanato art\u00edstico. O mesmo acontece na caligrafia. Toda vez que vejo pe\u00e7as caligr\u00e1ficas antigas, eu me emociono. Gosto sobretudo dos trabalhos escritos em kana: a habilidade neles presente jamais poder\u00e1 ser imitada pelo homem contempor\u00e2neo. Verdade \u00e9 que tal notoridade prov\u00e9m, entre outras raz\u00f5es, do fato de as pessoas das \u00e9pocas idas terem vivido folgadamente a se comprazer com a composi\u00e7\u00e3o e a escrita de poemas, livres das agruras do cotidiano e das preocupa\u00e7\u00f5es sociais. Como cal\u00edgrafo moderno, cujas obras em kana n\u00e3o ficam a dever \u00e0s dos antigos, poder-se-ia citar, talvez, apenas Saishu Onoe. Dentre os antigos, eu gosto, primeiramente, de Michikaze, Tsurayuki, Sadaie, Saigyo e Koetsu. As obras deste \u00faltimo, sobretudo, deixam-me com \u00e1gua na boca. Entre os poetas do g\u00eanero haikai, a letra de Basho possui caracter\u00edsticas apreci\u00e1veis, e sua pintura, al\u00e9m de tudo, comparada com a de pintores profissionais, nada fica a dever. Pode-se deduzir, por este fato, que aquele que prima em certo ramo das artes atinge um n\u00edvel elevado tamb\u00e9m nas demais \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que toca \u00e0 escrita de caracteres chineses, nem \u00e9 preciso mencionar Wang Hsi Chih ou Kukai. Como cal\u00edgrafos da modernidade, San-yo, Kaioku, Takamori e Tesshu s\u00e3o consider\u00e1veis. Diga o que se disser, no caso dos ideogramas chineses, a personalidade fala mais alto que a t\u00e9cnica. Assim, a caligrafia dos grandes homens inspira respeito, ainda que a forma seja tosca. A explica\u00e7\u00e3o espiritual para o fato seria a seguinte: na caligrafia, a personalidade do seu autor encontra-se impressa. Assim, pela constante contempla\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a caligr\u00e1fica, recebe-se a influ\u00eancia da personalidade de quem a executou \u2014 neste ponto reside a nobreza da caligrafia. Portanto, uma pe\u00e7a da referida arte n\u00e3o possui valor caso n\u00e3o tenha sido executada por um grande homem, algu\u00e9m dono de um grande car\u00e1ter. Eis o motivo de ser aconselh\u00e1vel \u00e0s gestantes realizarem a educa\u00e7\u00e3o fetal por meio da contempla\u00e7\u00e3o de obras de caligrafia de grandes homens. Digo, a meu respeito, que a caligrafia assume um papel de suma import\u00e2ncia na minha t\u00e9cnica de salva\u00e7\u00e3o, porque ela desempenha um grande feito. Todavia, por esta explica\u00e7\u00e3o ser por demais m\u00edstica, tratarei dela em outra obra. Limito-me, agora, somente a comentar acerca da arte caligr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Opini\u00f5es Pessoais, 30 de agosto de 1949<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-10094-0-0-1\" class=\"widget_text so-panel widget_custom_html\" data-index=\"1\" ><div class=\"textwidget custom-html-widget\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.jinsai.org%2Fpt-BR%arte%2Fa-arte-japonesa-e-seu-futuro%2F&width=450&layout=standard&action=like&size=large&share=false&height=35&appId=171964893011161\" width=\"450\" height=\"35\" style=\"border:none;overflow:hidden\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"true\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share\"><\/iframe>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-10094-0-0-2\" class=\"widget_text so-panel widget_custom_html\" data-index=\"2\" ><div class=\"textwidget custom-html-widget\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#appId=APP_ID&amp;xfbml=1\"><\/script><fb:comments href=\" http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/arte\/a-arte-japonesa-e-seu-futuro\/\" num_posts=\"100\" width=\"500\"><\/fb:comments><meta property=\"fb:app_id\" content=\"171964893011161\"><\/div><\/div><div id=\"panel-10094-0-0-3\" class=\"widget_text so-panel widget_custom_html panel-last-child\" data-index=\"3\" ><div class=\"textwidget custom-html-widget\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/share_button.php?href=http%3A%2F%2Fwww.jinsai.org%2Fpt-BR%2Fensinamentos%2Farte%2Fa-arte-japonesa-e-seu-futuro%2F&layout=button_count&size=large&appId=171964893011161&width=88&height=28\" width=\"88\" height=\"28\" style=\"border:none;overflow:hidden\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"true\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share\"><\/iframe>\n\n\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; A Pintura Ao abordar a Arte japonesa, pretendo faz\u00ea-lo dividindo em tr\u00eas partes: Pintura, Escultura e Artesanato. 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