{"id":3686,"date":"2018-12-31T09:11:06","date_gmt":"2018-12-31T11:11:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/?p=3686"},"modified":"2021-11-13T09:09:50","modified_gmt":"2021-11-13T12:09:50","slug":"capitulo-5-saude-e-longevidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-1-a-nova-civilizacao\/capitulo-5-saude-e-longevidade\/","title":{"rendered":"CAP\u00cdTULO 5 &#8211; SA\u00daDE E LONGEVIDADE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Farei aqui uma exaustiva an\u00e1lise cr\u00edtica da medicina. Antes, por\u00e9m, devo escrever sobre a sa\u00fade e a longevidade. Se a medicina contempor\u00e2nea fosse uma aut\u00eantica arte de curar, deveria, logicamente, reduzir a cada ano o n\u00famero de doentes e prolongar paulatinamente a vida. Bastariam algumas centenas de anos para que a tuberculose<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> e as epidemias, consideradas os problemas mais dif\u00edceis da atualidade, fossem exterminadas, e para que os sofrimentos decorrentes das enfermidades se tornassem uma lenda do passado. A realidade, entretanto, nos mostra exatamente o contr\u00e1rio, deixando claro que n\u00e3o se trata de uma aut\u00eantica medicina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Criador criou o ser humano, determinou claramente a dura\u00e7\u00e3o de sua vida. Esta, como me foi mostrado por Deus, deveria ser de 120 anos no m\u00ednimo, com possibilidades de se chegar at\u00e9 aos 600 anos. Se os homens, portanto, n\u00e3o incorressem em erro, poderiam atingir normalmente a idade de 120 anos, e sua exist\u00eancia seria ent\u00e3o repleta de esperan\u00e7as. Al\u00e9m de uma vida longa, gozariam sempre uma sa\u00fade vigorosa sem jamais se preocuparem com doen\u00e7as. E a Terra se tornaria realmente um Para\u00edso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas em que consiste o erro? A causa, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, \u00e9 precisamente a medicina. Ilustrarei a tese dos 120 anos com uma alegoria, dividindo a vida humana em quatro esta\u00e7\u00f5es: primavera, ver\u00e3o, outono e inverno. Janeiro, fevereiro e mar\u00e7o s\u00e3o os tr\u00eas meses da primavera<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Considerando como Ano Novo o dia do nascimento, em janeiro temos o per\u00edodo da inf\u00e2ncia. Fevereiro, quando as ameixeiras se cobrem de flores, corresponde ao per\u00edodo da adolesc\u00eancia. E, na \u00e9poca em que come\u00e7am a florir as cerejeiras, o homem tornou-se independente, lan\u00e7ando-se no mundo. Segue-se o m\u00eas de abril, quando a flora\u00e7\u00e3o das cerejeiras atinge o seu cl\u00edmax. Nesse per\u00edodo, que se estende at\u00e9 os 40 anos, o homem, de cora\u00e7\u00e3o alegre e despreocupado, est\u00e1 no auge de suas atividades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizem que aos 42 anos o homem atinge uma idade cr\u00edtica. Poder\u00edamos compar\u00e1-la ao per\u00edodo em que desabam as tempestades, despetalando as flores da noite para o dia. Nos meses de maio, junho e julho, que correspondem \u00e0 esta\u00e7\u00e3o do ver\u00e3o, novas e luxuriantes folhagens verdes come\u00e7am a brotar, at\u00e9 que os galhos fiquem pesadamente carregados de frutos. Passada essa esta\u00e7\u00e3o, a temperatura come\u00e7a a declinar e chega finalmente o outono, \u00e9poca de sazonamento e do in\u00edcio das colheitas. Assim tamb\u00e9m \u00e9 com o ser humano, que v\u00ea amadurecerem, nessa \u00e9poca, os frutos de seu \u00e1rduo labor de longos anos. Conclu\u00edda uma fase de seu trabalho, ele adquire respeitabilidade e, enquanto v\u00ea os seus netos se multiplicarem, ingressa no ditoso per\u00edodo final de sua vida. Fazendo uso de suas diversas experi\u00eancias e da confian\u00e7a que granjeou, dedica-se a ajudar os outros e a beneficiar o mundo, na medida de suas possibilidades. Ao fim desse dec\u00eanio, tendo atingido os 90 anos, come\u00e7a a esta\u00e7\u00e3o invernal, e o homem pode passar o resto de seus dias apreciando a Natureza. A menos que prefira prosseguir com suas atividades, pois tem condi\u00e7\u00f5es de trabalhar at\u00e9 o fim de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo exemplo citado, vemos que a dura\u00e7\u00e3o da vida coincide perfeitamente com as quatro esta\u00e7\u00f5es. Esse ponto de vista \u00e9 o mais apropriado para substanciar a tese dos 120 anos. Quando as terap\u00eauticas medicinais tiverem desaparecido, viver at\u00e9 os 120 anos n\u00e3o ser\u00e1 algo prodigioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios s\u00e3o os m\u00e9todos de tratamento m\u00e9dico existentes, mas, at\u00e9 o s\u00e9culo XX, os mais empregados foram os medicamentos. Utilizados durante s\u00e9culos, produziram muitas enfermidades. Como as doen\u00e7as foram criadas pelos rem\u00e9dios e como se tenta cur\u00e1-las por meio de rem\u00e9dios, \u00e9 natural que as mol\u00e9stias se agravem e que diminua, ao mesmo tempo, a dura\u00e7\u00e3o da vida humana. A melhor prova do que foi dito \u00e9 que as variedades de mol\u00e9stias n\u00e3o diminu\u00edram, como deveria ocorrer, com os progressos da medicina. Ao contr\u00e1rio, o seu n\u00famero aumenta em propor\u00e7\u00e3o ao surgimento de novas esp\u00e9cies de medicamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 outro fato importante, geralmente negligenciado. Se a medicina pudesse verdadeiramente curar enfermidades, a sa\u00fade dos m\u00e9dicos e de seus familiares deveria ser muito superior \u00e0 dos demais indiv\u00edduos, e n\u00e3o inferior, como \u00e9 na realidade. Entre os doutores, s\u00e3o os m\u00e9dicos, como se sabe, os que t\u00eam a vida mais curta, e os membros de suas fam\u00edlias s\u00e3o mais fracos. Excetuando-se os \u00f3bitos devidos a desastres ou acidentes, quase todas as mortes, hoje em dia, s\u00e3o causadas por enfermidades. E a agonia \u00e9 geralmente t\u00e3o penosa que muitos doentes chegam a implorar que os matem de uma vez, para n\u00e3o terem de suportar tantos sofrimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual a raz\u00e3o de tais padecimentos? \u00c9 que as pessoas morrem antes de haver chegado a sua hora, como galhos que s\u00e3o partidos \u00e0 for\u00e7a. Quando as folhas das \u00e1rvores secam e caem, quando a grama murcha ou quando os cereais s\u00e3o colhidos depois de amadurecidos, o seu ciclo de vida concluiu-se de modo natural. Mas se uma folha \u00e9 arrancada enquanto ainda est\u00e1 verde ou se uma espiga de arroz \u00e9 colhida antes de amadurecer, trata-se de um processo antinatural. A morte deve ser sempre natural. Contudo, a vitalidade do homem moderno est\u00e1 de tal modo debilitada, que mesmo quando morre de morte natural, geralmente n\u00e3o chega al\u00e9m dos 90 ou 100 anos de idade. Deus deu ao ser humano pelo menos 120 anos de vida e criou-o para que possa trabalhar sem sofrer enfermidades. Mas os homens, em sua estultice, incorreram no erro, criaram os sofrimentos decorrentes das doen\u00e7as e encurtaram a vida. Faltam-me palavras para expressar t\u00e3o dolorosa ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Na \u00e9poca em que Meishu-Sama escreveu estas palavras, a tuberculose vitimava grande n\u00famero de pessoas, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> No Jap\u00e3o a primavera come\u00e7a efetivamente em janeiro.<\/p>\n<p><iframe src=\"http:\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href= https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-1-a-nova-civilizacao\/capitulo-5-saude-e-longevidade\/  &amp;%0Alayout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=380&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=25\" style=\"border: medium none ; ovew: hidden; width: 350px; height: 25px;\" allowtransparencyrflo=\"true\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#appId=APP_ID&amp;xfbml=1\"><\/script><fb:comments href=\"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-1-a-nova-civilizacao\/capitulo-5-saude-e-longevidade\/  \" num_posts=\"100\" width=\"500\"><\/fb:comments><meta property=\"fb:app_id\" content=\"171964893011161\"><\/p>\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><script>(function(d, s, id) {<br \/>\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];<br \/>\n  if (d.getElementById(id)) return;<br \/>\n  js = d.createElement(s); js.id = id;<br \/>\n  js.src = 'https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&version=v3.0&appId=171964893011161&autoLogAppEvents=1';<br \/>\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);<br \/>\n}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));<\/script><\/p>\n<div class=\"fb-share-button\" data-href=\"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-1-a-nova-civilizacao\/capitulo-5-saude-e-longevidade\/  \" data-layout=\"button_count\" data-size=\"large\" data-mobile-iframe=\"true\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=http%3A%2F% https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-1-a-nova-civilizacao\/capitulo-5-saude-e-longevidade\/  %2F&amp;src=sdkpreparse\" class=\"fb-xfbml-parse-ignore\" rel=\"noopener\">Compartilhar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Farei aqui uma exaustiva an\u00e1lise cr\u00edtica da medicina. 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