{"id":3925,"date":"2019-02-14T10:14:02","date_gmt":"2019-02-14T12:14:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/?p=3925"},"modified":"2019-02-14T10:14:02","modified_gmt":"2019-02-14T12:14:02","slug":"capitulo-14-o-aspecto-psicologico-da-tuberculose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-2-medicina-divina\/capitulo-14-o-aspecto-psicologico-da-tuberculose\/","title":{"rendered":"CAP\u00cdTULO 14 &#8211; O ASPECTO PSICOL\u00d3GICO DA TUBERCULOSE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O lado psicol\u00f3gico da tuberculose, embora poucos lhe deem a devida aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 o aspecto mais relevante da mol\u00e9stia. Quando uma pessoa \u00e9 declarada tuberculosa, sofre um grande choque emocional. Perde a esperan\u00e7a no futuro e o mundo fica negro \u00e0 sua volta. \u00c9 como se tivesse recebido uma declara\u00e7\u00e3o de pena de morte, faltando apenas determinar o dia da execu\u00e7\u00e3o. Para evitar essa rea\u00e7\u00e3o, os m\u00e9dicos, ultimamente, v\u00eam difundindo que a tuberculose \u00e9 cur\u00e1vel, mediante certos tratamentos e dietas. Mas os doentes, geralmente, n\u00e3o se tranquilizam, pois muito poucos t\u00eam sa\u00eddo dos sanat\u00f3rios verdadeiramente curados. Em sua grande maioria, depois de receberem alta, sofrem reca\u00eddas e voltam ao hospital ou recebem tratamento domiciliar at\u00e9 morrerem. \u00c9 natural, portanto, que a maioria das pessoas n\u00e3o acredite na propaganda segundo a qual a tuberculose \u00e9 cur\u00e1vel. Por isso, ao saber que est\u00e1 tuberculoso, o indiv\u00edduo \u00e9 tomado pelo des\u00e2nimo; perde a esperan\u00e7a, o apetite e a vitalidade e n\u00e3o consegue afastar a id\u00e9ia de morte. Um triste quadro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compreendo muito bem esse estado psicol\u00f3gico porque eu tamb\u00e9m, aos 17 anos, fui declarado tuberculoso pelo renomado Dr. Irisawa. N\u00e3o \u00e9 bom, portanto, declarar a uma pessoa que ela est\u00e1 tuberculosa. Mas, como a terapia atual exige, al\u00e9m de repouso, tratamentos espec\u00edficos, \u00e9 imposs\u00edvel que ela ignore o seu mal. Os testes de tuberculina e os raios X s\u00e3o hoje considerados os meios mais precisos para o diagn\u00f3stico. Na minha opini\u00e3o, \u00e9 melhor n\u00e3o faz\u00ea-los. Quando uma pessoa que n\u00e3o tem nenhum sintoma percept\u00edvel e que se julga sadia ouve dizer que est\u00e1 tuberculosa, sofre um choque, tal qual um rel\u00e2mpago num c\u00e9u claro. O repouso institu\u00eddo contribuir\u00e1 para enfraquec\u00ea-la e, ao fim de alguns meses, ser\u00e1 vis\u00edvel o seu emagrecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tempos, conheci um homem forte e de complei\u00e7\u00e3o robusta, faixa preta de <em>kendo<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Os resultados de um exame m\u00e9dico ao qual se submeteu revelaram uma tuberculose latente. Foi-lhe prescrito o repouso. O fato de ficar confinado ao leito, coisa que lhe parecia uma tolice, o impacientava e ele bufava, dizendo n\u00e3o suportar ficar deitado, uma vez que n\u00e3o sentia nenhum sintoma consciente. Seis meses mais tarde, entretanto, j\u00e1 estava p\u00e1lido e tinha as faces encovadas. Seu rosto era o de um tuberculoso. Soube que ele morreu no ano seguinte. Fiquei penalizado. Se ele n\u00e3o tivesse feito aquele exame m\u00e9dico, penso que ainda estaria com plena vitalidade. Deve haver muitos casos semelhantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos achados de necr\u00f3psias, 90 entre 100 cad\u00e1veres apresentam sinais de terem adquirido a mol\u00e9stia alguma vez, da qual se curaram. Esse fato \u00e9 demonstrado estatisticamente, como \u00e9 de pleno conhecimento m\u00e9dico. Eu sempre penso que, se n\u00e3o se fizessem exames m\u00e9dicos, o n\u00famero de pacientes de tuberculose diminuiria bastante. Os m\u00e9dicos, por\u00e9m, argumentar\u00e3o que a tuberculose \u00e9 uma mol\u00e9stia contagiosa e excessivamente perigosa. Por isso, por medida profil\u00e1tica, \u00e9 preciso descobri-la a tempo, mesmo porque o tratamento \u00e9 mais eficaz quando institu\u00eddo no in\u00edcio da mol\u00e9stia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o me estenderei a respeito do diagn\u00f3stico precoce al\u00e9m do que j\u00e1 comentei acima. Falarei agora sobre um grande erro que se comete no tocante ao aspecto contagioso da doen\u00e7a. Eu asseguro que o bacilo da tuberculose n\u00e3o \u00e9 contagioso. Sempre que eu fa\u00e7o essa afirma\u00e7\u00e3o, sou perseguido pelas autoridades, porque ainda se desconhece a etiologia da tuberculose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a Segunda Guerra Mundial, devido \u00e0 exist\u00eancia de muitos soldados tuberculosos na Marinha, fui solicitado por esse Minist\u00e9rio a colaborar na solu\u00e7\u00e3o do problema. Assim, enviei um dos meus disc\u00edpulos \u00e0 base a\u00e9rea de <em>Kasumigaura<\/em>. L\u00e1 chegando, ele disse que a tuberculose n\u00e3o era contagiosa e enfureceu a tal ponto os m\u00e9dicos militares, que estes o dispensaram imediatamente, alegando que, se o conceito fosse adotado pela Marinha, a tuberculose n\u00e3o tardaria a espalhar-se por entre todos os militares. Entretanto, continuo a defender essa teoria, da qual tenho absoluta certeza. Primeiramente porque entre os meus adeptos &#8211; e s\u00e3o dezenas de milhares &#8211; n\u00e3o surgiu at\u00e9 hoje um \u00fanico caso de cont\u00e1gio por tuberculose. Acrescente-se que durante v\u00e1rios anos mantive em minha casa um ou dois pacientes tuberculosos, a t\u00edtulo de experi\u00eancia. Nesse per\u00edodo, eu tinha seis filhos entre os cinco e os vinte anos de idade. Prossegui com a experi\u00eancia durante mais de dez anos, sem que ningu\u00e9m se contagiasse. Ainda hoje, os seis gozam de perfeita sa\u00fade. \u00c9 claro que durante todo esse tempo n\u00e3o dispensei nenhum tratamento especial aos pacientes hospedados, sendo que, al\u00e9m de n\u00e3o empregar nenhum m\u00e9todo de assepsia, n\u00e3o os segreguei do conv\u00edvio dos meus familiares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tempos, ouvi falar de uma vi\u00fava tuberculosa de cerca de 40 anos que, ap\u00f3s o falecimento do marido, n\u00e3o tinha para onde ir, porque os seus parentes e amigos temiam o cont\u00e1gio. Tive pena e a acolhi sob o meu teto. \u00c9 claro que ningu\u00e9m se contagiou. Com o passar do tempo, ela readquiriu a sa\u00fade normal e continua a trabalhar at\u00e9 hoje em minha casa, onde ningu\u00e9m se preocupa com tuberculose, pois sabem que, ainda que se contaminassem, seriam facilmente curados. S\u00f3 o fato de acreditar que a tuberculose n\u00e3o \u00e9 contagiosa proporciona aos meus adeptos uma grande tranq\u00fcilidade. No mundo, por\u00e9m, as pessoas est\u00e3o sempre em estado de alerta e o temor do cont\u00e1gio tem gerado in\u00fameras trag\u00e9dias. A vida familiar se desmorona pela segrega\u00e7\u00e3o do paciente, ao qual s\u00e3o destinados pratos, talheres, roupa de cama e objetos de uso pessoal separados. Esposos, pais e irm\u00e3os s\u00e3o impedidos de se falarem de perto. Mas, a darmos cr\u00e9dito no que diz a medicina, n\u00e3o se pode agir de outra maneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citarei outro caso interessante. Certa vez, uma mo\u00e7a de 16 ou 17 anos que vivia numa comunidade agr\u00edcola foi declarada tuberculosa e passou a viver segregada, pois constru\u00edram-lhe uma casa separada. A casa ficava \u00e0 beira da estrada e as pessoas passavam correndo, cobrindo a boca. Ao ouvir essa hist\u00f3ria contada pela pr\u00f3pria mo\u00e7a, lembro-me de ter dado boas risadas. \u00c9 uma hist\u00f3ria tragic\u00f4mica, mas havia uma l\u00f3gica na atitude das pessoas, uma vez que temiam o cont\u00e1gio pelo ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando h\u00e1 um tuberculoso numa fam\u00edlia, os seus parentes n\u00e3o conseguem livrar-se da preocupa\u00e7\u00e3o do cont\u00e1gio a qualquer momento. Tomam o m\u00e1ximo cuidado para n\u00e3o se resfriarem mas, quando, por acaso, apanham uma gripe, pensam que finalmente se contagiaram. Aflitos, recorrem ao aux\u00edlio do m\u00e9dico e dos rem\u00e9dios. O medo, aliado \u00e0s toxinas dos medicamentos e \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da purifica\u00e7\u00e3o, acaba gerando a tuberculose. Eis por que ainda perdura a tese do cont\u00e1gio. Para provar o contr\u00e1rio, seria interessante escolher entre os meus adeptos um n\u00famero de indiv\u00edduos &#8211; que poderia chegar a 10 ou 20 mil &#8211; para uma experi\u00eancia definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra causa da tuberculose \u00e9 de ordem espiritual. O esp\u00edrito de uma pessoa que morreu de tuberculose pode encostar-se em algum dos genitores, irm\u00e3os, parentes, amigos \u00edntimos ou na pessoa com a qual manteve uma liga\u00e7\u00e3o amorosa. Esta manifestar\u00e1, ent\u00e3o, os mesmos sintomas do falecido, dando a impress\u00e3o de ter havido cont\u00e1gio. Isto ser\u00e1 melhor compreendido nos cap\u00edtulos subsequentes, quando tratarei mais extensamente do problema da possess\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ultimamente, t\u00eam-se registrado alguns surtos de tuberculose nas escolas prim\u00e1rias. Nesses casos, as pesquisas sempre revelam a presen\u00e7a de um ou dois professores portadores de tuberculose ativa. Surge ent\u00e3o o clamor, responsabilizando-se esses indiv\u00edduos como tendo dado origem \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o. Na realidade, isto n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, pois a regra \u00e9 encontrarmos sempre, ap\u00f3s um exame rigoroso, a exist\u00eancia de duas ou tr\u00eas pessoas com tuberculose ativa em qualquer escola, e n\u00e3o somente naquelas nas quais se verificaram os surtos. Portanto, n\u00e3o se pode dar muita credibilidade \u00e0 teoria da contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Kendo<\/em>: arte marcial com espadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<iframe src=\"http:\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href= https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-2-medicina-divina\/capitulo-14-o-aspecto-psicologico-da-tuberculose   &#038;%0Alayout=standard&#038;show_faces=false&#038;width=380&#038;action=like&#038;colorscheme=light&#038;height=25\" style=\"border: medium none ; ovew: hidden; width: 350px; height: 25px;\" allowtransparencyrflo =\"true\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#appId=APP_ID&amp;xfbml=1\"><\/script><fb:comments href=\"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-2-medicina-divina\/capitulo-14-o-aspecto-psicologico-da-tuberculose  \" num_posts=\"100\" width=\"500\"><\/fb:comments><meta property='fb:app_id' content='171964893011161'\/> <\/p>\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><script>(function(d, s, id) {\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n  if (d.getElementById(id)) return;\n  js = d.createElement(s); js.id = id;\n  js.src = 'https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&version=v3.0&appId=171964893011161&autoLogAppEvents=1';\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));<\/script><\/p>\n<div class=\"fb-share-button\" data-href=\"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-2-medicina-divina\/capitulo-14-o-aspecto-psicologico-da-tuberculose  \" data-layout=\"button_count\" data-size=\"large\" data-mobile-iframe=\"true\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=http%3A%2F% https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/ensinamentos\/criacao-da-civilizacao\/volume-2-medicina-divina\/capitulo-14-o-aspecto-psicologico-da-tuberculose  %2F&amp;src=sdkpreparse\" class=\"fb-xfbml-parse-ignore\">Compartilhar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lado psicol\u00f3gico da tuberculose, embora poucos lhe deem a devida aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 o aspecto mais relevante da mol\u00e9stia. 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