{"id":9443,"date":"2021-07-11T20:01:05","date_gmt":"2021-07-11T23:01:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/?p=9443"},"modified":"2021-07-11T20:01:05","modified_gmt":"2021-07-11T23:01:05","slug":"na-reuniao-de-poemas-de-humor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/meishu-sama\/memorias\/okaniwa-shinjiro\/na-reuniao-de-poemas-de-humor\/","title":{"rendered":"NA REUNI\u00c3O DE POEMAS DE HUMOR"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-9443\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-9443-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-9443-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-9443-0-0-0\" class=\"so-panel widget_sow-editor panel-first-child\" data-index=\"0\" ><div\n\t\t\t\n\t\t\tclass=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\"\n\t\t\t\n\t\t>\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto visitava a casa de Meishu-Sama, em 22 de janeiro de 1932, perdi a minha casa e comecei a dedicar exclusivamente a Deus, como tinha sido previsto por Meishu-Sama. Desde que havia recebido esta predi\u00e7\u00e3o, haviam transcorridos um ano e oito meses, durante os quais, quase todas as noites, havia ido ouvir suas experi\u00eancias. Ent\u00e3o sucedeu algo surpreendente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em agosto de 1930 anunciou que a partir do m\u00eas seguinte iria formar um grupo chamado <em>Tenjin<\/em>: nele se apresentariam poemas de humor que envi\u00e1ssemos; assim que prop\u00f4s o tema. Apesar disto, decidi n\u00e3o mandar poemas na primeira vez e sim ouvir os de outros, pois n\u00e3o sabia como compor. Em 10 de setembro. quando os apresentou, foram t\u00e3o graciosos que Meishu-Sama chorou de tanto rir; e, tamb\u00e9m, n\u00f3s, os membros, rimos muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estimulado por isso, eu comecei a enviar os poemas, um ap\u00f3s outro, a partir da segunda reuni\u00e3o. Ademais, me deram o nome art\u00edstico de <em>Chimpo<\/em> (<em>Tesouro curioso<\/em>) e com o primeiro poema que enviei me presentearam um certificado como pr\u00eamio. Pela alegria que sentia, levei \u00e0 reuni\u00e3o o dono de um com\u00e9rcio chamado lzumiya, que era nosso vizinho. Neste dia, tamb\u00e9m, a reuni\u00e3o esteve muito alegre. Ao terminar a leitura, pedi ao dono do com\u00e9rcio lzumiya que fosse primeiro, pois fiquei ouvindo as experi\u00eancias at\u00e9 meia-noite. Enquanto ouvia sua experi\u00eancia, Meishu-Sama me disse, de repente, como se houvesse recordado algo: \u201c<em>Ah, Sr, Okaniwa, o Sr. lzumiya n\u00e3o est\u00e9 bem de sa\u00fade.<\/em>\u201d Estas palavras me assustaram, porque o comerciante se sentia saud\u00e1vel e forte nesse momento. A dizer a verdade, eu estava duvidando de que um homem t\u00e3o saud\u00e1vel estivesse mal. N\u00e3o obstante, depois de alguns meses, numa manh\u00e3, o primog\u00eanito daquele comerciante, o Sr. Kiichiro, entrou precipitadamente \u00e0 minha casa e disse: \u201c<em>Senhor, senhor, teu pai \u00e9 muito teimoso e se nega ir ao m\u00e9dico apesar de estar resfriado e sem voz. Aconselhe-o, pois eu n\u00e3o sei o que fazer.<\/em>\u201d Por sorte, meu irm\u00e3o havia chegado e disse: \u201c<em>Bem, eu o levo ao m\u00e9dico<\/em>\u201d, e o acompanhou ao consult\u00f3rio do Dr. Honda, que era em Guinza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o diagn\u00f3stico m\u00e9dico, estava com c\u00e2ncer na laringe e necessitava de imediata cirurgia, de tal forma que ele abriu um buraco na parte inferior da laringe, por onde poderia respirar. Ele emagreceu muito devido \u00e0 agonia e dor; seu rosto se converteu em algo parecido \u00e0 cabe\u00e7a de uma galinha e finalmente veio a falecer. A sua loja vendia frutas, verduras ocidentais para a cozinha europ\u00e9ia e aves; e como afogava as aves, ele foi atacado por uma enfermidade da laringe; pelo acontecido se viu claramente que at\u00e9 o seu rosto ficou parecido com o de uma ave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s de sua perspic\u00e1cia, Meishu-Sama exemplificou uma pessoa que n\u00e3o era membro e que somente estivera presente uma vez na reuni\u00e3o de poemas; sem d\u00favida, previu a sua morte. Apesar de tudo, devido \u00e0 minha ignor\u00e2ncia, n\u00e3o pude ajud\u00e1-lo, e sinto que n\u00e3o tenho nenhuma desculpa justific\u00e1vel. Um dia antes de sua morte, um pouco depois das onze e meia, o Sr. Kiichiro veio correndo, outra vez, e disse tristemente: <em>\u201cSenhor, senhor, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a; mas como todos os parentes moram longe, n\u00e3o teremos tempo de avis\u00e1-los, mesmo atrav\u00e9s de telegrama. N\u00e3o sei o que fazer\u201d<\/em>. Ent\u00e3o, de repente me ocorreu algo: eu pediria \u00e0 Deusa Kannon para prolongar sua vida; assim, subi imediatamente ao primeiro piso para fazer tal pedido. Quando terminei de orar e desci, o rel\u00f3gio estava a marcar doze horas. Ent\u00e3o declarei aos empregados da loja: \u201c<em>A vida do vizinho est\u00e1 assegurada at\u00e9 \u00e0s doze horas do dia de amanh\u00e3. Mas amanh\u00e3, quando o rel\u00f3gio marcar doze horas, teremos que dar gra\u00e7as \u00e0 Deusa Kannon, assim todos estar\u00e3o preparados<\/em>.\u201d Pouco depois, o Sr. Kiichiro apareceu outra vez: perguntei-lhe como estava o seu pai. Respondeu-me que estava melhor. Ent\u00e3o lhe disse: \u201c<em>N\u00e3o te preocupes; pedi \u00e0 Deusa Kannon para prolongar a sua vida at\u00e9 ao meio-dia de amanh\u00e3.<\/em>\u201d Ele se retirou com uma cara estranha. Enfim, a Deusa ouviu a minha prece. No dia seguinte, quando o rel\u00f3gio marcou doze do meio dia, subi ao primeiro piso para expressar minha gratid\u00e3o. Quando desci, o Sr. Kiichiiro entrou precipitadamente, dizendo: \u201c<em>Senhor, senhor! J\u00e1 n\u00e3o aguentar\u00e1 mais!<\/em>\u201d...<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando cheguei \u00e0 sua casa, a alma j\u00e1 havia deixado o corpo do Sr. Kamejiro Katayama, para sempre; havia partido para outro mundo. No entanto, seu rosto continuava parecendo como o de uma galinha. Como afogava as galinhas para mat\u00e1-las e vend\u00ea-las, morreu com o rosto de galinha, atacado de enfermidade na garganta pelo esp\u00edrito das aves. Ao escrever isto, as pessoas dependentes da cultura moderna talvez rissem; mas, em primeiro lugar, evidencia a perspic\u00e1cia de Meishu-Sama que anunciou a morte do Sr. Katayama, com alguns meses de anteced\u00eancia, sem que a medicina pudesse imit\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que digam que a ci\u00eancia \u00e9 onipotente, \u00e9 mais inexplic\u00e1vel a teoria dos estudiosos modernos que n\u00e3o conhecem a verdade do Universo. Antes de mais nada, quem produz o ar que n\u00e3o pode faltar a voc\u00eas, nem por um minuto ou sequer por um segundo? Os seres humanos respiram o ar absorvendo o oxig\u00eanio e liberando o g\u00e1s carb\u00f4nico. Este g\u00e1s carb\u00f4nico \u00e9 aspirado pelas plantas. At\u00e9 aqui est\u00e1 claro, mas de onde se gera o ar que nunca se acaba?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m, no ar existem muitos micr\u00f3bios que a gente, hoje em dia, teme muito. A n\u00f3s, que n\u00e3o temos medo deles, n\u00e3o passa nada, e os homens cultos que os temem se adoentam. Ademais, os que antes falavam do pa\u00eds divino, o Jap\u00e3o, pa\u00eds de Deus, de repente se calaram quando o pa\u00eds perdeu a guerra e, ao contr\u00e1rio, afirmaram que n\u00e3o existia Deus, o que \u00e9 verdadeiramente um ato rid\u00edculo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o avi\u00e3o fabricado por meio da ci\u00eancia, a qual re\u00fane os conhecimentos mais modernos, desapareceu fugazmente nas fraldas do Monte Minara, em um s\u00f3 dia. Olhem o movimento do Universo. Desde dezenas de milhares de anos, sempre tem havido o mesmo movimento, sem ter nenhuma pequena diferen\u00e7a tanto nos dias de grandes tormentas e de ventos contr\u00e1rios, como nos dias de ventos favor\u00e1veis e de c\u00e9u limpo. Como poderia explicar isto somente com a teoria da gravidade? Imagino-me que Deus, quem criou o mundo, esteja rindo com amargura.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Okaniwa Shinjiro - Conselheiro Adjunto<\/p>\n<div id=\"panel-8405-0-0-1\" class=\"widget_text so-panel widget_custom_html panel-last-child\" data-index=\"1\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div><div id=\"panel-9443-0-0-1\" class=\"widget_text so-panel widget_custom_html panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div class=\"textwidget custom-html-widget\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.jinsai.org%2Fpt-BR%2Fmeishu-sama%2Fmemorias%2Fokaniwa-shinjiro%2Fna-reuniao-de-poemas-de-humor&width=233&layout=button_count&action=like&size=large&share=true&height=46&appId\" width=\"233\" height=\"46\" style=\"border:none;overflow:hidden\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"true\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share\"><\/iframe>\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#appId=APP_ID&amp;xfbml=1\"><\/script><fb:comments href=\" http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/meishu-sama\/memorias\/okaniwa-shinjiro\/na-reuniao-de-poemas-de-humor\" num_posts=\"100\" width=\"500\"><\/fb:comments><meta property=\"fb:app_id\" content=\"171964893011161\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<script>(function(d, s, id) {<br \/>\n  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];<br \/>\n  if (d.getElementById(id)) return;<br \/>\n  js = d.createElement(s); js.id = id;<br \/>\n  js.src = 'https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&version=v3.0&appId=171964893011161&autoLogAppEvents=1';<br \/>\n  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);<br \/>\n}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));<\/script>\n<div class=\"fb-share-button\" data-href=\" http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/meishu-sama\/memorias\/okaniwa-shinjiro\/na-reuniao-de-poemas-de-humor\" data-layout=\"button_count\" data-size=\"large\" data-mobile-iframe=\"true\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=http%3A%2F% http:\/\/www.jinsai.org\/pt-BR\/meishu-sama\/memorias\/okaniwa-shinjiro\/na-reuniao-de-poemas-de-humor%2F&amp;src=sdkpreparse\" class=\"fb-xfbml-parse-ignore\">Compartilhar<\/a><\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto visitava a casa de Meishu-Sama, em 22 de janeiro de 1932, perdi a minha casa e comecei a dedicar exclusivamente a Deus, como tinha sido previsto por Meishu-Sama. 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