NÃO HÁ NECESSIDADE DE TEMER AS DOENÇAS CONTAGIOSAS

À medida que entramos no verão, surgem sucessivamente doenças contagiosas; com base nesse princípio, as autoridades se empenham ativamente em medidas de prevenções e instalações, mas do nosso ponto de vista isto é algo realmente lamentável. Isto porque a Medicina não compreende a essência da doença. Se a compreendessem, além de estarem livres de preocupações, iriam entender que, quanto mais doenças contagiosas a pessoa contrair, mais saudável ela ficaria. A maior prova disso está na não-ocorrência, por um período, de doença contagiosa, depois de obter a cura desta. Além disso, conforme o tipo de doença, ela se torna imune pelo resto da vida, e a pessoa torna-se ainda mais saudável.

Falando assim, creio que certamente as pessoas da atualidade não vão acreditar, mas sendo esta uma verdade, não há o que fazer. Portanto, vou escrever a seguir, minuciosamente, sobre a sua causa. Acho que, quem quer que seja, ao ler o texto, concordará comigo.

Originariamente, a doença contagiosa é um processo de purificação que ocorre de forma muito rápida e não há nada melhor do que ela. Isto porque o sangue das pessoas da atualidade está muito impuro. Como sempre tenho dito, a sua causa deve-se à introdução indiscriminada de remédios no organismo. Originariamente, os remédios são tóxicos. Essas toxinas são absorvidas pelo sangue e a pessoa passa a ter sangue impuro. Como as pessoas de sangue impuro são fracas e contraem doenças com facilidade, a Natureza faz ocorrer o processo de purificação para eliminar essas impurezas. Realmente, o corpo humano foi criado de forma perfeita. No entanto, é interessante, pois existe o processo de eliminação de tais impurezas feito pelo aparecimento e trabalho dos micro-organismos. Isto é, as bactérias se reproduzem, alimentando-se das partículas diminutíssimas dessas impurezas; portanto, as impurezas do sangue é que se tornam alimentos das bactérias. Assim sendo, ao invés de ser um processo de proliferação de bactérias, é um processo de alimentação de toxinas.

Conforme o exposto acima, o processo de purificação não acontece somente nos seres humanos. Todas as coisas da face da Terra passam por semelhante processo e este é o princípio de toda a Natureza. Ou seja, as tempestades causadas pelo vento e chuva e os relâmpagos são atividades purificadoras do espaço: a guerra, o incêndio e a enchente também, evidentemente, têm a mesma função.

Consequentemente, quando o sangue do corpo humano fica impuro, ocorre a purificação, e isso é um processo fisiológico da Natureza; por isso, a forma de não contrair doenças contagiosas é não poluir o sangue. É muito simples se tornar uma pessoa de sangue puro, ou seja, basta não usar remédios. Isto porque a natureza se encarrega de produzir tudo aquilo que é necessário à vida do homem. Os cereais, as verduras, as carnes de animais, aves e peixes, a água, etc. são exemplos disso; por isso, ingerindo-os, não há nenhuma razão para contrair doenças. O fato de cada alimento possuir o seu próprio sabor significa que devemos nos alimentar com esses produtos.

Não sei como caíram no erro, mas começaram a ingerir remédios amargos e coisas ruins considerando-as nutritivas. Creio que puderam compreender o quanto isso vai contra a Natureza. Além disso, interpretam de forma negativa o esplêndido processo de purificação e interrompem-no temporariamente, usando um produto tóxico denominado remédio. Esse método vem a ser o tratamento médico; por isso, não há nada mais errado do que isto.

Compreendendo o princípio acima, não há porque temer a doença contagiosa, e passa-se a aceitá-la como algo necessário para manter a saúde.

E, quanto ao significado do Johrei da nossa Igreja, ele é o poder de Deus capaz de eliminar as impurezas do sangue, que vem a ser o alimento das bactérias. Assim sendo, por mais que haja o contagio, sem os alimentos, evidentemente as bactérias vão ser exterminadas sem que haja proliferação.

Acredito que puderam compreender que este é o método fundamental de prevenção de doenças contagiosas.

Jornal Eiko nº 164 - 9 de julho de 1952

 
 

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